Sinto o vento batendo no rosto e lhe peço que leve tudo embora. Essa tristeza que vem não sei de onde, e não sei por quê, e que fica em mim, mesmo quando estou feliz. Essa falta que sinto, não sei de quê, e não sei por quê, que me acompanha aonde quer que eu vá. Essa raiva que não sei para onde, ou para quem direcionar, e que, represada em mim, me sufoca, me corrói. Esse desejo de não sei o que, que me consome, dia após noite, noite após dia. Peço ao vento que leve tudo embora, e me deixe limpa, leve, vazia. Por que talvez, ou por que não dizer, com certeza, sentir nada deve ser melhor do que sentir o que estou sentindo agora.
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