terça-feira, 12 de abril de 2011


Eu não tinha percebido, até hoje. Com o fim do semestre, e as férias, e depois o recomeço das aulas, eu não me dei conta. Hoje, estamos a exatos 100 dias da estréia de Harry Potter e as Relíquias da Morte parte II, e eu não escrevi uma linha sequer sobre a parte I, um comentário, nada. Vergonhoso para uma pessoa que se diz fã, dos livros, dos filmes, da história. Mas, uma vez que já se passou bastante tempo, o DVD já está aí, e não tem mais perigo de ninguém me amaldiçoar até a 15ª geração por colocar spoilers, posso falar sobre o filme sem receio. Eu o AMEI, assim mesmo, em maiúsculas. O filme está incrível. Depois de duas adaptações que deixaram MUITO a desejar, o pessoal se puxou nesse “começo do fim”. O que mais me agradou foi, sem dúvida, a fidelidade ao livro. Depois de OdF e EdP, que apresentaram mudanças e cortes absurdos na história, RdM parte I estava absolutamente perfeito. Bom, quase, embora, na primeira vez que assisti, eu não tenha me dado conta, que teve uma alteraçãozinha em relação ao livro. Pedro Pettigrew ainda está vivo. Aquele maldito rato deveria ter morrido na parte I. Mas, ok. Uma coisa que me incomodou, essa desde a primeira vez que assisti a parte I, é que, mais uma vez, por causa das péssimas adaptações de OdF e EdP, o pedaço de espelho que o Harry carrega durante o filme não faz o menor sentido pra quem não leu o livro. Felizmente eu li. Três vezes cada um deles. Mas de volta ao filme, os efeitos estão ótimos, o figurino – o que era aquele vestido da Mione no casamento? *-* –, a escolha das cenas, tudo simplesmente perfeito. Ver o Harry entrando no armário debaixo da escada fez bater uma nostalgia, uma saudade do início, das cartas endereçadas:
Sr. H. Potter
O Armário sob a Escada
Rua dos Alfeneiros 4
Little Whinging
Surrey
Breve pausa para um suspiro. De volta ao presente, rachei de rir com os seis Harry Potter falsos, principalmente ao ver o Daniel de sutiã, pra depois ficar toda aaaah T-T, quando a Edwiges morreu, defendendo o Harry. Acreditem ou não, meus olhos encheram d’água já nas primeiras cenas, quando a Mione lança o feitiço nos pais (pais são sempre um tema delicado pra mim), e as primeiras lágrimas foram na visita ao túmulo dos Potter, em Godric’s Hollow. Mas, com o perdão da palavra, foda mesmo foi a morte do Dobby. Sério, quase deu pra comparar com o que eu senti na morte do Sirius. QUASE. A cena ficou muito, muito linda. Linda também foi a seqüência do Conto dos Três Irmãos. Não poderia ter ficado mais linda, mais... mágica. Morri de pena da Mione, quando o Rony foi embora, e nas cenas da Floresta do Deão, e achei ela fodástica, lançando os feitiços de proteção, ainda com sangue nas mãos, logo depois do estrunchamento do Rony. A briga do Harry e do Rony também ficou bem forte, e eu ADOREI a cena do Harry e da Mione dançando na tenda, depois que o Rony foi embora. Saí a catar a música feito doida depois. (“Hey, little train! Wait for me!”  ) =x Mas acho que a cena que mais me pegou foi a da tortura da Mione, as letras marcadas pela Bellatrix (aquela vaca) na pele dela. Aquela cena foi punk, e junto com a morte do Dobby, me fez querer muito, muito mesmo, ver ela morrer. Só espero que a Warner não corte meu barato, já que os comentários são de que esse filme vai ser mais curto que os anteriores, o que me leva a temer pelo corte de cenas legais (no meu ponto de vista, a morte da Bella vai ser uma das melhores partes de RdM parte II) como essa.
O final... só deixou ainda mais ansiosa pela parte II. Ultrajante, é a palavra que melhor define aquilo, Tio Voldie perdeu a noção. Mas, tadinho dele, aquela varinha ali não basta ter, tem que merecer. Quero que o dia 15/07 chegue logo, mas, ao mesmo tempo, não quero. É meio doloroso pensar que é o fim, que é realmente o fim. É a mesma sensação de quando terminei de ler o livro, três anos atrás, só que multiplicada por 20. Vou ser uma das primeiras a comprar ingresso, quando, finalmente, estiverem à venda nesse fim de mundo que é a minha cidade. E vou estar lá, na pré-estréia – se tiver de novo por aqui, nesta vez – no fundão da sala de cinema, com minha pipoca, e nem um pouco preparada pra me despedir de tudo isso. Afinal, é difícil dizer adeus quando se cresceu junto.

P.S.: Eu amei esses pôsteres, simplesmente amei. Mas, não tem jeito, Dan pode ser lindo, Rup pode ser a coisa mais fofa ever, e a Emma estar arrasando nessa foto, mas o pôster mais cute ainda é o do Dobby. =p

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