quarta-feira, 27 de julho de 2011

Eu costumava escrever. Escrever histórias longas. Escrever histórias curtas. Escrever não-histórias. Não sabia bem como, mas as palavras simplesmente surgiam, sempre que eu precisava delas. Não era preciso um grande esforço, apenas uma caneta e uma folha de papel em branco. Não é mais assim. As palavras fogem, desaparecem a cada vez que me sento pra tentar escrever. Sento na cama, caderno no colo, caneta na mão... e nada. Fico um longo tempo apenas encarando a folha em branco, esperando que os pensamentos se organizem, as palavras surjam... nada. Quando finalmente consigo escrever, as idéias, tão bem montadas na minha cabeça, perdem completamente seu sentido no instante em que as coloco no papel. A frustração invade, amasso a folha, guardo a caneta. Desisto.

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