Ela está assustada, mas não vai dizer. Está assustada porque já viu isso acontecer antes, e não acabou bem nas outras vezes. Está assustada porque está acontecendo de novo, em outro lugar, com outra pessoa. Está assustada porque acha que pode acontecer comigo também, e isso estragaria tudo. Está assustada com tudo isso e não sabe o que fazer, então suas ações mudam e mudam, vão e voltam, porque ela não sabe qual é a coisa certa a fazer, então vai testando as opções uma a uma, tentando acertar. Ela está assustada e eu não sei o que fazer pra ajudá-la, apesar de querer tanto poder fazer alguma coisa. Acho que não há nada que eu possa fazer pra ajudá-la, porque não posso protegê-la de tudo o tempo todo, e principalmente, não posso protegê-la de si mesma. Acho que ela vai acabar escolhendo exatamente a opção que eu menos quero, e vou ter que aceitar se isso acontecer. Por que eu prometi. Mas eu não estou assustada. Não ainda.
Sei que tu vai saber que é sobre ti no instante em que ler isso. Talvez fique brava. É, é bem provável que fique brava. Por que sabe que é verdade. Tudo bem se ficar, eu vou entender. Mas eu precisava escrever, pra tu saber que eu sei, mesmo que tu não me diga, mesmo que eu não te diga. Não estou assustada. Não ainda. Tu ainda está aí. Ainda está aqui.
Sei que tu vai saber que é sobre ti no instante em que ler isso. Talvez fique brava. É, é bem provável que fique brava. Por que sabe que é verdade. Tudo bem se ficar, eu vou entender. Mas eu precisava escrever, pra tu saber que eu sei, mesmo que tu não me diga, mesmo que eu não te diga. Não estou assustada. Não ainda. Tu ainda está aí. Ainda está aqui.

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