quarta-feira, 7 de julho de 2010

"Estava sozinho. Era melhor assim. Agora conseguia ouvir o leve roçar das folhas por baixo das unhas dos pés, o piar de uma coruja por cima da cabeça, o som do oceano - muito, muito para Oeste - que gemia ao encontrar a praia ouvia apenas aquilo. Não sentia nada além da velocidade, da força dos músculos, tendões e ossos, a trabalharem juntos, em harmonia, à medida que os quilómetros desapareciam atrás de mim. Se o silêncio que agora sentia na minha cabeça perdurasse, nunca mais voltaria. Não seria o primeiro a escolher aquela forma de vida e não a outra. Talvez se corresse o suficiente, se ficasse bem longe, nunca mais teria de ouvir nada...
Forcei as minhas pernas a correr mais depressa, deixando Jacob Black desaparecer atrás de mim."
(Eclipse - Stephenie Meyer)
Meu trecho favorito de Eclipse, e que me fez chorar litros (ok, todo o epílogo fez). Esse trecho é também outro que me quebra, me quebra pra valer. Por que, exatamente por ser - como já mencionado anteriormente - essa grande, grande covarde, tem mais uma coisa que eu invejo no Jake, acho que uma coisa que eu invejo mais do que todo o resto: ele é livre para partir. Ele pode simplesmente dar as costas a tudo e correr, correr pra longe, correr até o mais longe que puder, até quando as pernas - ou as patas - não aguentarem mais. Às vezes - muitas vezes, na verdade - eu queria poder fazer a mesma coisa...

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