quarta-feira, 14 de julho de 2010

“O tempo passa. Mesmo quando parece impossível. Mesmo quando cada batida dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa de modo inconstante, com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa. Até para mim.”
(Lua Nova - Stephenie Meyer)

"E tudo o que eu queria te dizer é que eu gostei muito de ti," - ela escreveu - "acho que gostei como nunca tinha gostado de alguém antes, mas eu nunca te amei. Nunca, nunca, nunca mesmo. Mas do mesmo jeito, quando tudo foi pro espaço, doeu, doeu e ainda dói, e muito, como se no momento em que tu me deu as costas, estivesse sorrateiramente levando um pedaço de mim, e, mas que droga!, esse pedaço me faz falta, e o lugar de onde ele saiu ainda dói, mesmo que já tenha se passado todo esse tempo."

Por um instante, a garota olhou para a folha de papel em sua frente, pensativa. Havia mais, mais a dizer. Não a ele, mas a si própria. Então ela escreveu.

"Mas, ao mesmo tempo em que eu ainda sinto doer, sei que a ferida está fechando, cicatrizando devagar. E sei que daqui a um tempo, eu vou estar completamente bem. E também sei que já não é mais por ti que eu me sinto triste, mas por mim, e todas as ilusões que foram despedaçadas, e todos os sentimentos que eu não me permiti mais ter depois que eu finalmente saí do teu encanto, e disse a mim mesma que não me permitiria passar por tudo aquilo outra vez, não importava o que eu perdesse por causa disso. Mas isso também já está ficando pra trás, e eu sei que logo vou estar pronta, pronta pra tudo, pronta pro que vier. E eu sei que, com certeza, vou estar pronta pra te encarar outra vez."

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